crítica e ressentimento - Primeira Parte
Bosquejos através das polêmicas brasileiras

Em tudo semelhante à natureza
e aproximando-se do organismo depositário da vida,
a palavra apresenta, em suas vogais e seus ditongos,
uma espécie de carne, e em suas consoantes,
uma ossatura delicada para a dissecação.
Mallarmé

Motivações pessoais


“Seguro um raminho de urtigas tenras”. Eu sei do ridículo que é começar um artigo com frase tão lamentável, mas pretendo provocar a escrita através de uma imagem patética. Afinal, a partir de agora, o patético em sua forma mais depurada vai roçar minha pele, provocar coceira e irritação. Sim, será como uma amarga penitência que iniciarei essas linhas impregnadas de pathos humano. A inveja, a frustração, a vaidade ferida, todas as partículas constitutivas do ressentimento aflorarão forçosamente sobre a epiderme, numa espécie de reação alérgica. Meu corpo servirá ao laboratório das infâmias.

Quando iniciei minha colaboração na revista Contracampo, a última coisa que pretendia era ser considerado um ressentido. Relendo os textos que escrevi de 2000 até 2003, sinto que, perdoando alguma falha de estilo e a virulência das palavras exclusivamente minhas, eles mantiveram-se dentro da precariedade do cinema brasileiro. O nepotismo congênito, a falta de transparência com que os resultados dos concursos foram – e, infelizmente, ainda são – divulgados, a presença parasitária da Rede Globo (que na época começava suas incursões cinematográficas), enfim, todo esse ranço difícil de digerir estava lá. O cinema pairando como um microcosmo de nossa fraqueza capital. Contracampo surgiu como suporte crítico ao momento crítico.

Pois bem. Escrevia com revolta pueril, sem meios termos. Alguns amigos que eventualmente liam um trecho ou outro me cumprimentavam calorosamente pela falta de cerimônia. Entretanto, a maioria evitava se comprometer com meus comentários febris, jogando um tênue sorriso, que no início interpretei como tímido incentivo e, após muita reflexão, como mostrarei a seguir, percebi que não passava de fastio mal dissimulado. A auto-imagem de um enfant terrible aos poucos cederia ao do petit homme de rién.

Quem abriu meus olhos foi Juliana. Vasculhando na internet, chegou a uma lista de discussão de cinema. Um texto assinado por mim, chamado Artigo Demasiado Humano, provocou reações conflitantes no site. Descendo a página, entre concordâncias e dissidências com relação a minha postura política, chegava-se ao ilustrativo fim das apreciações. Uma jovem e promissora cineasta, encerrando os maçantes circunlóquios ideológicos, dizia que, apesar da razão estar ao lado das argumentações, eu tinha uma visão pessimista do processo. Que aquilo era coisa de “pseudo-intelectual terceiro mundista uffiano ressentido”. Confesso: de toda a longa lista de predicados, o “ressentido” reverberou em meu cérebro como a voz cavernosa de Deus. Me vi caído em meio aos destroços da crítica vã. Nenhum outro comentário a respeito do texto obteria maior sucesso em seu poder de neutralização. O ressentimento invalidou minha revolta.

Foi naquele exato momento que descobri que tudo aquilo que publicava na revista Contracampo, ao invés de causar impacto no mundo das idéias, agregava-se ao meu corpo, moldando minha silhueta nas arestas do ressentimento. Aos poucos ia me tornando um “tipo” mesquinho, que vinha a público manifestar um descontentamento que, embora impulsionado por uma realidade de estrangulamento cultural, partia, essencialmente, de íntimas e corrosivas frustrações, ou seja, meu posicionamento crítico não conseguia se desprender dos problemas de ordem pessoal. Segundo esse julgamento instantâneo, eu reclamava, pois, vivia à margem do mercado audiovisual. Sobrevivia fora do esquema dos vitoriosos. Ressentia-me.

A imagem fixa de um fracassado histérico fez com que revisse minha forma de expressar o descontentamento. Como escrever sobre os fisiologismos sem desprender o mínimo de bile?, eu me perguntava, tentando me consolar de mim mesmo. Para não recair no esgotamento, refugiei-me, então, na fantasia. Comecei a escrever somente amenidades para a revista, chegando ao ponto de realizar um folhetim cujo personagem principal era um fantasma diáfano e incorpóreo. Talvez por isso tenha sido vítima de uma crise súbita de vesícula. Fui operado às pressas. A pedra tinha o tamanho de uma bolinha de ping-pong.

A falta da vesícula, esta pequenina bolsa armazenadora de amargura, não impediu que continuasse minhas ruminações internas. Por mais paradoxal que isso possa parecer, fiquei mais íntegro para discorrer sobre o ressentimento. Para felicidade de mamãe, tornei-me bolsista do CNPq, ingressando no doutorado em Literatura Brasileira da PUC. Em meio à placidez das bibliotecas, à calidez das páginas envelhecidas, pude perceber com maior distanciamento a infernal situação em que se encontram os que criticam. No Brasil, o ressentimento coloca-se como um dos elementos motrizes do ramo, usado tanto para desmerecer a pertinência das idéias, quanto para destruir ou alavancar a reputação dos mais oportunistas. Este jogo de forças e ambições criou no imaginário nacional um tipo muito específico: o do intelectual ressentido. Aqui, crítica e ressentimento unem-se na explicação de um ambiente cultural sufocante, pouco estratificado, herdeiro de um regime fundamentado nas relações interpessoais, no imobilismo de uma “aristocracia” cosmopolita.

O que me resta agora, senão pegar no maldito raminhos de urtigas tenras?”, pensei, largando de lado a aprazível leitura de Edgar Allan Poe.


Revisão mítica do ressentimento

O ressentimento não é exclusividade de simples e enfastiados intelectuais terceiro-mundistas. As mais terríveis conseqüências deste sentimento sobrevieram de ações imortais. Na mitologia grega, o requinte e a persistência com que o rancor foi manifesto fazem com que os miúdos rompantes de vaidade burguesa pareçam meros adereços de escola de samba. A hybris arrastava gerações e mais gerações no custoso reparo de uma falta herdada, na desmesura de um ato inscrito na memória dos deuses. A susceptibilidade do Olimpo voltava-se, inclusive, contra seus pares. O que dizer do castigo desproporcional imposto ao generoso Prometeu, cujo fígado regenerava-se à noite para ser comido de manhã, por uma ave de rapina? Roubar algumas gotículas de néctar, algumas chispas de fogo para agradar à faminta e obscura humanidade explicariam a pena?

O monoteísmo judaico-cristão só fez o ressentimento ficar mais concentrado no Verbo de um Deus solitário e vingativo. “(...)o solo será maldito por sua causa. É com fadiga que te alimentarás dele todos os dias de sua vida: ele fará germinar para ti espinho e cardo, e tu comerás a herva do campo”. A imagem de Adão e Eva sendo banidos do Paraíso sob maldição tão descomunal dispensa a mesura dos motivos, que nunca chegariam à mágoa todo-poderosa. Mesmo nós, que matamos Deus, não sofremos com uma reprimenda tão imediata e rigorosa...

Um pouco mais adiante, temos a história de Caim e Abel. Segundo o filósofo alemão Hans Magnus Enzensberger, trata-se do mito de transição de uma sociedade nômade, representada pela figura do pastor, para a sedentária, que, triunfando através de um fratricídio, assentou o homem na terra arada, dando início à Era das Grandes Civilizações. Caim – esse nome soa como um uivo de cão danado – matou por puro ressentimento, já que Deus preferiu aspirar os aromas desprendidos das vitelas, lombos e vísceras da rês sacrificada por Abel, desprezando a dieta à base de cereais, folhas e legumes, que com custo o vingativo agricultor plantara no deserto. Após assassinar o irmão com um pedregulho, foi obrigado a se distanciar ainda mais do Éden, habitando as misteriosas terras de Nod.

Aos que buscam um precedente fundamentado para as atitudes tirânicas e violentas, o antigo testamento deve ficar sempre próximo do leito, para livrar as consciências do remorso noturno. Israel expulsa os palestinos de suas terras, bombardeia seus sobrados e mata suas famílias, acalentados por seu deus ressentido. O cristianismo tão pouco conseguiu superar sua sombra, ainda que o perdão e o amor viessem na figura de seu filho, Jesus de Nazaré. A passividade com que Cristo recebeu as chagas permitidas pelo Pai contrasta visivelmente com os perjuros de Jó, cujo corpo exaurido pelos infortúnios crispava-se contra as injustiças divinas.

Talvez o ressentimento seja uma das paixões mais ecumênicas, encarnando na história dos deuses e homens de todos os credos. Na mitologia iorubá, por exemplo, temos o exemplo de Obaluaiyê, que devido a sua vestimenta surrada e às feridas que lhe cobriam o corpo, foi impedido de entrar no palácio do rei Sango. Insatisfeito com a recepção, o Deus bexiguento esfregou os machucados no portal do palácio, espalhando pelo reino uma terrível epidemia de varíola.

Para fechar essa breve revisão mítica, resta contemplar a contribuição indígena na concepção de um imaginário de fúrias desmedidamente nacionais. Muitos crêem serem os índios detentores de uma inocência há muito perdida pelo Ocidente. A nudez, entretanto, pouco contribuiu para evitar os desafetos, e a fartura de produtos naturais, ainda assim, foi insuficiente para domesticar os caprichos e desejos femininos. Por causa da posse de um papagaio falante, as mulheres de dois dos varões mais eminentes da tribo original brigaram, levando à dissolução da então harmônica família americana. Os que foram para o norte ficaram sendo Tupis; os que foram para o sul, Guaranis. Eis o mito fundador das duas das maiores Civilizações Pré-Cabralinas.


Paixões modernas

Antes de descer ao mundo dos homens, vamos tentar observar nosso objeto de estudo pairando fora da carne, flutuando sobre as cabeças. A tarefa aparentemente simples requer certo poder de concentração. Afinal, o que é o ressentimento?

Um dos primeiros que tentou divagar sobre o pathos de maneira racional e orgânica não o incluiu no rol das fraquezas humanas. Em As paixões da alma, Descartes considerou somente seis delas: a admiração, o amor, o ódio, o desejo, a alegria e a tristeza. “Todas as outras são formadas por algumas dessas seis, ou então são suas espécies”, completou o filósofo francês. O mais próximo que chegou da expressão ressentida foi quando descreveu as tristes erupções da inveja:

Não existe vício que seja tão prejudicial à felicidade dos homens como o da inveja, já que aqueles que possuem este defeito, além de afligir a si mesmo, perturbam ao máximo o prazer dos outros e costumam apresentar a pele cor de chumbo, ou seja, uma mistura de amarelo e preto como de sangue pisado.

Hume, séculos mais tarde, vai segmentar um pouco mais o sistema cartesiano, acrescentando algumas outras paixões como o orgulho, a humildade, a compaixão, passando ao largo do sentimento que nos interessa. Na seção VIII do livro II do seu monumental Tratado da natureza humana, ele vai despender algumas linhas para falar da malevolência e da inveja. “Um soldado raso não sente de seu general a mesma inveja que sente de seu sargento ou cabo”, diria o filósofo escocês. Para os que viveram o século XVIII, os sentimentos de um homem para com outro homem deveriam levar em conta as diferenças sociais. Nobres invejavam nobres; vassalos invejavam vassalos; a horizontalidade das paixões era latente.

Para o ressentimento aparecer em suas formas mais sutis, foi necessário que se verticalizasse a possibilidade das infâmias, que o pacto respeitoso entre os vassalos e senhores fosse substituído por uma desejante mobilidade social. Nem Hume nem Descartes puderam discorrer sobre um sentimento tão moderno, pois ainda viviam sob um mundo extremamente hierarquizado. A ascensão burguesa vai possibilitar o ambiente eletrizado, dentro do qual o choque das difamações estará ao alcance de todos, através da crítica em sua forma mais intempestiva: a polêmica.


Descida ao inferno da crítica

A crítica surgirá em ambiente totalmente diverso daquele em que se originaram os relatos míticos. Todavia, pode-se encontrar muitas similitudes entre as amargas reações de deuses e heróis traídos com as explosões do gênio incompreendido, massacrado pelas voláteis manifestações do gosto. Para que os escritos de meros mortais atingissem este grau de destruição, foi necessária a paulatina independência do juízo, só conseguida através da secularização do conhecimento. A arte, liberada das funções religiosas e da forma rígida, passou a existir unicamente para o deleite da imaginação burguesa. “Só por ti julga, e faze do que achares relato vivo, qual de vinho ou carne” , diria o abastado o dr. Amstrong, em seu poema “Gosto”, de 1753.

Se o inglês Addison numa série de artigos para a revista Espectador, de 1712, foi o primeiro a utilizar o “gosto” como a faculdade que possibilitava a distinção entre o que é belo do que é desprezível numa obra de arte, será o francês Diderot quem dará à crítica um acabamento digno dos mais sofisticados produtos da sensibilidade humana. Antes de emitir suas sentenças judiciosas, o enciclopedista afinava-se ao depoimento de velhos, crianças, homens de letras, homens do mundo e, se chegava a ferir o artista em suas degustações, confessava, era “freqüentemente com a arma que ele (o artista) próprio afiou”. Amolações à parte, a ferida era buscada, muitas vezes, cegamente. Os românticos alemães, já no final do século XVIII, valorizavam as polêmicas literárias para a liberação da ironia, do chiste, que consideravam a prova máxima da urbanidade.

No Brasil, uma das primeiras vítimas da urbanidade foi Domingos José Gonçalves de Magalhães. Quando as penas nacionais mergulharam na tinta ácida da polêmica, a Europa já tinha criado seu panteão de abusados esgrimistas das letras. A modernidade nasceu do desacato. Não foi por outro motivo que Satã tornou-se o emblema do heroísmo romântico. Por isso, atacar e destruir a reputação literária de quem era considerado o mentor do romantismo brasileiro, seria como se revoltar contra Deus. Com a vantagem de ser este um deus tangível através de uma obra com inúmeras falhas de estilo.

Com A confederação dos Tamoios, a geração que tinha Gonçalves de Magalhães como liderança procurou, depois de inaugurar o romantismo com a publicação da revista Niterói, em 1832, voltar com pompas ao ambiente literário. Seu expoente máximo introduziria o indianismo na temática romântica. Magalhães escreveu toda a obra na Europa, como diplomata, retornando ao Brasil na enorme expectativa da consagração. A proteção de d. Pedro II foi correspondida em uma longa dedicatória na qual o escritor se descrevia como súdito “fiel e reverente”. Abençoado com efusivos elogios imperiais, o poema épico ganhou as ruas, caindo nas mãos de um jovem inteligente e ambicioso: José de Alencar.


Toma lá, dá cá

Pode-se dizer que Magalhães foi um homem de estrela. Seu livro hoje vale não só pela importância histórica do tema, mas por ter motivado a mais fundamentada e pertinente crítica do período romântico. As Cartas sobre Confederação dos Tamoios, série de cinco textos críticos publicados em 1856, no Diário do Rio de Janeiro, pelo então desconhecido José de Alencar, são um documento arrojado onde se sobressai a erudição e o espírito romântico característicos da época. Para o jovem crítico, o poeta da Confederação dos Tamoios foi incapaz de transpor esteticamente as belezas naturais do Brasil; foi tíbio em descrever as fortes imagens que o extermínio do índios mereciam.

Escritas em formas de “epístolas”, sua leitura, num primeiro momento, coloca-se como uma indiscreta olhadela na correspondência alheia. As críticas, entretanto, abrem-se em dentada armadilha se atentarmos para a expressa vontade do autor em torná-las públicas – elas foram veiculadas em um dos maiores jornais do Império. O artifício de esconder-se sob uma sigla, Ig – retirada das primeiras letras de Iguassu, heroína de Confederação –, potencializou o cinismo provocativo das cartas obtusamente anônimas. Debaixo de todos os cuidadosos e sérios apontamentos, surgia um inoportuno rabicho de ironia, ou seja, na verdade, Alencar elaborou um sofisticado jogo que, por mais que o dissimulasse em evasivas, blefes de falsa modéstia, elogios frugais, visava movimentar o tabuleiro da polêmica, como bem o confessou mais tarde:

Tendo concluído as minhas cartas, embora não merecessem elas as honras de uma refutação, julguei que ao menos em atenção ao poema, dessem causa a uma dessas polêmicas literárias, que tem sempre vantagem de estimular os espíritos a produzirem alguma coisa de novo e de bem.

O jovem escritor conseguiu produzir o novo, pelo menos. O bem conseguido não foi consensual. Suas cartas provocaram grande rebuliço e não tardaram a surgir as tão aguardadas respostas atravessadas. Os destroços da obra de Magalhães foram remontados através do esforço de amigos, que foram à imprensa munidos de pólvora tinta, deflagrando um espetáculo onde o que estava em jogo, muito mais do que as diferenças estéticas e ideológicas dos envolvidos no imbróglio, era a posição, o status mundano de uma geração sobre outra. Os primeiros e mais explosivos produtos da contenda vieram assinados por O amigo do poeta, em O Diário do Rio. Atrás desta alcunha falava um ferido coração fraterno: o escritor Araújo Porto Alegre tomou as dores de Magalhães, para desqualificar não a crítica, mas o crítico das Cartas. A tática de defesa escolhida por ele fugiu ao debate intelectual, buscando atingir mais a vaidade do oponente, desmerecendo-lhe a estatura e relevância culturais:

O anão só pode elevar-se à altura do gigante em andas de taquara; a sua natureza mesquinha será revelada a cada passo que der, porque não imprimirá no chão as pegadas do homem normal, mas sim uns buraquinhos, que a umidade ocupará, e onde vegetará um pouco de limo.

A partir daí, o círculo dos amigos dos amigos movimentariam o monjolo crítico com o córrego turvo do ressentimento. Alencar foi auxiliado por Ómega, que muitos deduzem ser o jornalista Pinheiro Guimarães, o qual denunciou a “ enfatuada confraria literária” existente em torno de Magalhães, o seu poder de “dar e tirar reputações”. Do outro lado, Porto Alegre, Monte Alverne, e até o Imperador d. Pedro II, na figura de Um outro amigo do poeta, tentaram blindar a frágil retaguarda do escritor de A Confederação dos Tamoios, cujo silêncio ferido escuta-se até hoje.

O alvoroço só provou o seguinte: atacando o aguardado livro, mesmo que esteticamente, Alencar estava atingindo, por um outro viés, o estatuto de uma classe artística com pretensões palacianas, extremamente dependente do mecenato imperial. De uma certa forma, barganhava para si um lugar no restrito mundo das letras, sem que para isso tivesse de se encastelar ao lado do trono. Os limites entre o gosto pessoal e o julgamento isento ficaram mais tênues cada vez que a discussão se aprofundava, pois, o Estado, a princípio acima de todas as instâncias, colocava-se visivelmente à disposição de um pequeno grupo, conferindo-lhe bolsas de estudos, patrocinando-lhe publicações, concedendo-lhe títulos, defendendo-lhe a honra...

Guilherme Sarmiento


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