| Antes
deste diário em si mesmo, uma breve série
de notas de atualização quanto a coisas
publicadas aqui:
- Sobre a Contracampete do mês: somando-se Manderlay
e Broken Flowers, Chloe Sevigny não
completa dez minutos de tela, tanto que ela nem veio
a Cannes com a equipe de nenhum deles. Isso que dá
apostar nos filmes antes de ver, mas como o que importa
são os filmes dela estreando no Brasil (The
Brown Bunny e Melinda e Melinda), nestes
ela bate um bolão.
- Sobre a Hollywood Reporter, foco de um dos diários:
faltou comentar que a revista tem uma página
dedicada à crítica das festas da Croisette,
com análise por categorias etc. Não, eu
não estou brincando.
- Sobre Manderlay: como a cobertura de Cannes
sempre acaba precisando ser parte analítica e
parte jornalística, eu acho importante um adendo
ao meu texto sobre o filme, para explicar que ele recebeu
boas críticas de alguns veículos por aqui.
Fora isso, eu sempre acho bom poder rever os filmes
vistos aqui - inclusive seu antecessor (Dogville)
sofreu uma queda grande no meu conceito na revisão
(embora eu continue no time, pouco numeroso especialmente
na Contracampo, dos que gostam do filme). Os filmes
aqui são vistos às vezes num misto de
excitação, cansaço e cobrança
que muitas vezes leva a diagnósticos prematuros
(pra bem ou pra mal). Por enquanto, sem revisão,
eu fico com minha opinião já exposta.
Mas achava importante dizer isso porque lá eu
digo algo do tipo "ninguém pode se interessar
pelo filme", e claro que tem gente interessada.
Isso dito, vamos ao diário de hoje - que, à
la filmes de Lars Von Trier, poderia se chamar "Onde
um longo prólogo e um curto epílogo permitem
que Eduardo fale dos filmes brasileiros".
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É sempre um tema delicado pro crítico
brasileiro fazer a cobertura dos filmes nacionais em
Cannes. Porque o clima em Cannes é sempre de
que "aqui se faz a carreira de um filme",
então qualquer injustiça momentânea
como as que mencionei acima, para a qual o Lars von
Trier tá cagando pra minha opinião, no
filme nacional fica triplicada. Então, o momento
de ver os filmes brasileiros talvez seja o mais tenso
pra quem está cobrindo por aqui. Para além
disso, eu acho que esta é uma oportunidade boa,
já que estes diários permitem esta forma,
mais confessional e menos "séria",
de refletir sobre o tema da crítica ao filme
brasileiro como um todo.
Sempre que se fala das relações dos críticos
com os cineastas brasileiros, as pessoas têm uma
de duas opiniões: eles são protegidos
pelos críticos, que puxam o saco e fazem amizades;
ou eles são injustiçados, maltratados
etc. Há bases suficientes para os dois pontos,
na história antiga ou recente das atividades.
Mas também existe a possibilidade de um caminho
alternativo a estes. O cinema, como toda manifestação
artística, mexe muito com os egos, as vaidades,
mas também com sentimentos pessoais menos "estigmatizados"
que estes acima. O fato é que fazer um filme
é sim um processo longo e dolorido, e perceber
o seu filme mal recebido nunca é coisa das mais
fáceis - e mexe sim com relações
pessoais, num meio onde as pessoas transitam muito umas
com as outras, isso quando não exercem as duas
facetas, como é até o meu caso. Então,
trata-se de assunto muito delicado que, de repente,
um apressado podia cagar uma regra simples para o funcionamento:
"honestidade". Conceito bonito, mas que pode
ter mil aplicações diferentes. Não
estou em desacordo dele não - é de fato
a principal precupação pra mim - mas existem
honestidades e honestidades.
Eu, de minha parte, desconfio muito de pessoas que usam
frases como "os interesses do público
vêm antes das relações pessoais"
ou "é preciso que se fale sempre a verdade".
Da primeira frase desconfio porque "os interesses
do público" são uma abstração
pouco palpável - enquanto as relações
pessoais, as amizades, são bastante palpáveis
e de carne e osso. Eu não estou disposto a sacrificar
uma segunda em nome do primeiro não, pelo menos
não como política de atuação.
Já na segunda frase, eu acho que o certo no que
se refere à atividade crítica deveria
ser "é preciso que não se minta".
Tem muitas verdades da nossa vida (que, afinal, são
quase sempre as verdades só para nós)
que não precisam ser ditas não - seja
isso pra mãe, pai, amigo, namorada ou na crítica
de cinema. "Excesso de honestidade" para mim
é pecado tão grave quanto "falta
de honestidade", porque geralmente este excesso
é meio assoberbado e sem motivo de ser praticado
- quem fala tudo que pensa é criança de
5 anos, que ainda não descobriu que existem regras
de convívio e bem-estar. É claro que pode-se
definir que é um objetivo de revolução
social se comportar como a tal criança - mas
eu só aceito isso de quem também faz xixi
nas calças e joga comida nas pessoas em refeições.
Então, pra mim a questão principal da
relação com o leitor é: nunca escrever
algo em que não se acredite. Nunca. Jamais. Agora,
deixar de escrever algumas coisas, seja porque isso
balança relações pessoais queridas
ou porque é uma das "honestidades desnecessárias",
isso eu faço sim. E, em segundo lugar, fale-se
do filme e não das pessoas. No máximo
analisa-se o trabalho da pessoa no filme - mas nunca
ela. Dentro dessas regras, há que se equilibrar
sempre da melhor maneira as posturas - e muitas vezes
não se tem controle sobre isso. Eu mesmo já
toquei em alguns vespeiros, quando achei que era importante
pra revista, politicamente (afinal, pra uma revista
existir é preciso que ela tenha posições),
marcar certos pontos - e nessa posso ter quebrado algumas
destes regras. Eu cito três exemplos pessoais:
- No início do ano eu publiquei uma crítica
bastante negativa do Meu Tio Matou um Cara,
do Jorge Furtado. Eu conheço o Jorge pessoalmente,
assim como muitas pessoas da Casa de Cinema, e já
mantive mais de uma vez contatos importantes com eles.
Por isso mesmo, confesso que, ao ver o filme e não
gostar quase nada dele, mesmo querendo muito expor alguns
argumentos, briguei muito pra conseguir quem fizesse
o texto na revista. Como não havia um outro candidato,
ainda fiz questão de ir rever o filme (embora
achasse que não precisava), para ter absoluta
certeza do que eu ia dizer. Finalmente, não teve
jeito, fiz o texto, tentando apenas deixar claro aquilo
que é óbvio: o meu respeito por boa parte
dos filmes dele (em especial o Houve uma Vez Dois
Verões, filme que vi três ou quatro
vezes no cinema), e por isso mesmo a minha decepção
com este novo filme (e daí a sensação
de que precisava escrever). Até hoje não
cruzei com o Jorge pra saber se ele ficou chateado ou
não com o texto - aguardo a oportunidade.
- No Festival do Rio do ano passado, o caso foi com
Quase Dois Irmãos, filme que foi muito
elogiado pela crítica de forma geral e ganhou
vários prêmios - mas que simplesmente me
incomodava em alguns dos pontos que mais mexem comigo
no cinema. Nem acho o filme ruim, de jeito nenhum, mas
os defeitos dele são os que mais me incomodam
- enquanto alguns filmes que eu ache do mesmo nível
podem ter as qualidades que eu mais goste. Eu não
conheço a Lucia Murat pessoalmente (e gosto muito
do Brava Gente Brasileira, filme anterior dela),
mas sou amigo da filha dela - que além de filha,
é colaboradora cinematográfica. Então,
mais uma vez, pensei muito antes de escrever: será
que uma amizade podia ser balançada por isso?
Mas achava importante demais marcar algumas posições
pessoais ali - especialmente já que o filme estava
ganhando ares de unanimidade crítica (parabéns
à Lucia por isso). Escrevi e, neste caso, por
morarmos na mesma cidade, tive a chance de, dias depois,
levar a minha amiga pra tomar um chope e colocarmos
pra fora as diferenças e problemas. Resultado:
acho que o processo todo até nos aproximou mais.
Ainda bem.
- Finalmente, tem o caso de um texto que fiz opondo
Amarelo Manga e Lisbela e o Prisioneiro,
numa visão mais favorável ao segundo.
Esta posição, de forma geral, seria muito
pouco popular no campo da "política do cinema
brasileiro", e meu texto lidava com esta questão
também. Mas, para além disso, eu estava
laudando um filme de alguém que nunca conheci
(Guel Arraes) enquanto criticava um filme que é
produzido e montado por um amigo querido (Paulo Sacramento)
e dirigido pelo Claudão Assis, que se não
chega a ser meu amigo, é um conhecido por quem
eu tenho carinho. Fora isso, como a gente sabe do Claudão,
era posição corajosa a se tomar em mais
de um sentido (risos meus). Bom, já conversei
rapidamente com o Paulo sobre o texto, sem maiores detalhes,
e já encontrei o Claudão depois disso,
e ele não me falou nada - no que não sei
se não leu ou se só preferiu passar por
cima mesmo. De uma forma ou de outra, dei sorte mais
uma vez.
Mas, em suma, eram riscos que achei importante tomar
porque achava que, nos três casos, havia questões
nos filmes que são a base de alguns dos meus
pensamentos sobre cinema (e cinema brasileiro em especial)
e que eram importantes pra mim poder externar. Nisso,
tentando manter o respeito sempre (que é a base
da nossa conduta coletiva aqui na revista com os filmes
nacionais - mesmo os que nos acham às vezes muito
severos ou até "irresponsáveis"
deveriam saber o quanto discutimos cada uma das coisas
que publicamos sobre o assunto). Espero ter conseguido
- mas continua e continuará sempre sendo tema
dos mais delicados.
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O prólogo todo teve como função
principal me permitir dizer o seguinte: no caso dos
dois longas brasileiros passando em Cannes eu tenho
relações pessoais muito fortes. Alguns
exemplos: ambos são co-escritos por Karim Ainouz,
cineasta com quem tenho trabalhado muito proximamente
nos últimos tempos; Cidade Baixa é
produzido pela Videofilmes, empresa onde tenho parceria
para dois projetos meus em andamento; Cinema, Aspirinas
e Urubus é fotografado pelo fotógrafo
dos meus trabalhos mais recentes e vindouros. E ambos
são dirigidos por caras que conheço há
pouco tempo, mas por quem o respeito pessoal é
enorme. Para escrever sobre os filmes em Cannes, eu
podia usar duas opções fáceis:
uma era fingir que nada disso aqui em cima era importante
e escrever como se fossem quaisquer filmes com que eu
não tenho relação. A imensa maioria
(senão todos) dos leitores nunca pensaria nestes
pontos, os textos estariam aí e pronto. Não
escolhi esse caminho mais fácil até por,
como eu disse, estes diários serem tão
"pessoais". O outro caminho era não
escrever mesmo sobre os filmes brasileiros, podendo
alegar o que fosse para isso (desde o "não
vi" até justamente o descrito acima como
me impossibilitando de escrever). Também me parecia
uma covardia. Fiz este terceiro caminho que certamente
ocupou mais o meu tempo - e pode dar margens às
leituras que for - mas me pareceu o único correto
a fazer.
Ufa, colocadas as cartas na mesa, o que me importa é
poder dizer com alegria o seguinte: os dois filmes brasileiros
em Cannes fizeram figura muitíssimo boa, positiva
mesmo. Em ambos os casos suscitaram respostas realmente
positivas, tanto na mídia (onde se destaca, na
cobertura que eu acompanho mais de perto, a matéria
de hoje na Screen International sobre Cinema, Aspirinas
e Urubus), quanto no público que os assistiu.
Eu também fico muito feliz com o resultado dos
filmes, que vêm de dois diretores altamente apaixonados
pelo cinema (moeda sempre em baixa no meio cinematográfico),
pessoas mais do que do bem, e que arriscaram muito na
realização de dois filmes muito difíceis
de acertar a mão, ainda mais sendo os primeiros
longas de ficção de ambos.
A meu ver, entre os dois (embora a comparação
seja até injusta, porque os filmes por acaso
foram exibidos um dia depois do outro, mas não
precisam dialogar como projetos), o filme de Marcelo
Gomes (Cinema, Aspirinas e Urubus) acaba sendo
o que mais impressiona, mas talvez justamente por ser
o que mais podia dar errado o tempo todo. Afinal, na
narrativa que ele costura, embrenham -se sempre pelo
menos três dimensões de relações
simultâneas: a dos dois personagens principais,
a deles com o espaço do seu entorno (o do sertão
nordestino na década de 40) e ainda a deles com
o contexto mundial do momento (a Segunda Guerra Mundial),
que é determinante no filme uma vez que um dos
dois personagens é um alemão exilado no
Brasil. Marcelo Gomes consegue ser bem sucedido em fazer
estas três frentes andarem o tempo todo - sem
nunca ter a menor cara daqueles roteiros que precisam
montar cenas só para que estas coisas andem.
A melhor expressão para o filme é mesmo
"orgânico", onde tanto a mise-en-scène
quanto a montagem e principalmente a atuação
dos atores (em destaque os dois protagonistas, mas igualmente
impressionante a - tão rara no cinema brasileiro
- integração destes com os atores em papéis
menores ou figuração) fazem um filme que
é emocionante sem nunca ser piegas, e que é
humano demais, o tempo todo. Um filme com uma maturidade
de linguagem absolutamente precisa, e que muitas vezes
parece mesmo um peixe fora d'água no mais recente
cinema brasileiro pela sua competência abranger
níveis técnicos e de "cinema"
mesmo, sem que um se interponha ao outro.
O filme de Sérgio Machado (Cidade Baixa)
na verdade partilha de muitas das dificuldades que Marcelo
Gomes enfrentou: também é um filme onde
os micro-universos dos personagens se cruzam o tempo
todo com o ambiente que os cerca, tentando tirar destas
interações a sua força. Há
uma diferença porque o filme de Sérgio
é muito mais "na pele", muito mais
suado, tenso, enquanto o de Marcelo flui com delicadeza.
Mas os desafios eram semelhantes. E, de novo, impressiona
o domínio da linguagem e das atuações
do elenco. A única coisa onde o filme de Sérgio
não atinge toda a felicidade do de Marcelo é
justamente na tal da organicidade - os altos do filme
são muito altos (onde se destaquem todas as cenas
de sexo ou no puteiro, a briga de galo e o assalto à
farmácia) mas, talvez por isso mesmo, eles criam
alguns hiatos onde a energia não se mantém,
onde o filme cai um pouquinho. Isso também pode
se dever ao fato de que o filme precisa viver em torno
de uma história de amor (o que não acontece
no filme de Marcelo Gomes), e as histórias de
amor são todo um gênero à parte
no cinema, com necessidades de convenções
mais rígidas (a serem seguidas, ou quebradas)
que complicam mais o andamento de roteiro-montagem mesmo.
Fora isso, o filme também tem alguns probleminhas
(ainda que sejam eventuais mesmo) na tal integração
atores-ambiente, no que claro que não ajuda o
já alcançado status global dos protagonistas
masculinos, mas também uma tentativa em momentos
excessiva (como nos créditos finais) de assentar
o filme numa "realidade" (embora sem tons
sociologizantes nos personagens - elogie-se), quando
só a sua fabulação já fazia
isso lindamente. Mas há dois outros pontos que
se precisa destacar no filme de Sérgio: o trabalho
dos ambientes de som é realmente de uma riqueza
absurda, acachapante mesmo, inserindo os personagens
num universo quase por si só; e, segundo, a sua
falta de moralismo ao colocar os personagens em situações
altamente complicadas (o que se comprova com a implicância
da Hollywood Reporter, claro, bastião do moralismo
americano), e fazer com que eles saiam delas por si
mesmos. Filme corajoso e que, como eu disse, não
precisava da comparação (pura retórica
jornalística da cobertura, meio inevitável
porém) para afirmar sua própria força.
Eu acho que este era o caso no fim das contas: eu fiquei
muito feliz de poder elogiar os amigos (e, pra quem
não lembrar, eu reafirmo: mentir eu nunca faço),
e não queria depois que alguém dissesse,
que não fosse eu mesmo, que eles eram amigos.
Amigos sim, ainda bem; mas antes de tudo, cineastas
brasileiros importantes, desde já.
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O epílogo anunciado tem a ver com esta última
frase, porque afinal há três outros filmes
brasileiros (curtas) passando em Cannes, e com todos
eu também acabo tendo relações
diretas: Vinil Verde, do velho amigo Kleber
Mendonça, que eu vi na casa dele em versão
ainda em trabalho de pós-produção;
O Lençol Branco, dos amigos Juliana
Rojas e Marco Dutra (sendo que este é amigo e
colaborador de trabalho), cujo projeto eu acompanhei
desde o roteiro; e Da Janela do Meu Quarto,
de Cao Guimarães, que já defendi em texto
específico aqui mesmo na revista. Para além
da minha alegria pessoal de ter estes filmes (e a companhia
de todos por aqui) em Cannes, eu acho que esta seleção
é muito significativa por outros motivos: o de
juntar uma galera jovem (Marcelo vai adorar essa, que
eu sei!), absolutamente apaixonada e bicho de cinema,
e que realizou cada um destes filmes com os meios que
era possível ter à mão quando de
sua realização. São todos filmes
de um tesão pelo fazer cinema absurdo, e isso
sim é que é motivo de alegria, por mais
que alguém possa gostar mais deste ou daquele
filme. Que a presença deles aqui seja - para
cada um dos seus realizadores, mas acima de tudo pro
cinema brasileiro - sinal de muitas e muitas futuras
conquistas. Não custa ser otimista de vez em
quando, já que a realidade oferece tão
poucas oportunidades claras como esta para sê-lo.
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Depois do epílogo, só um PS: o problema
de passar dois filmes brasileiros em dias seguidos é
que meu ritual monástico de Cannes (filmes/escrita/sono)
acabou precisando ser quebrado nos dois dias para festejar
junto com as equipes e amigos os dias alegres aqui.
Com isso, o diário atrasou um dia - vamos ver
se eu consigo recuperar. Vale dizer que os já
vistos e ainda não comentados são os filmes
dos Dardenne, de Jarmusch, Shinji Aoyama e de um jovem
cineasta húngaro no Un Certain Regard. Também
por causa das festas e encontros, nesses dias cresceu
um pouco a lista dos filmes que não serão
vistos, pelo menos até as reprises do fim de
semana (cuja programação só sai
nesta quinta, e aí que dá pra ver o que
se vai conseguir encaixar). Agora estamos em oito (de
23) filmes perdidos no Un Certain Regard, e com Sin
City e Shanghai Dreams somando-se a Caché
na Competição. Tomara que seja só
isso. Amanhã mando notícias novas.
Eduardo Valente
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