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Carta 1
Olá, amigos!
Eu gostaria de dizer ao Sr. Ruy Gardnier que ele demonstrou
na página http://www.geocities.com/contracampo/corralolacorra.html
ser muito imperceptível para ser um crítico de qualquer
coisa! Como ele pôde classificar o filme Corra Lola,
Corra como um "videoclipe" que "não tenha nada a
dizer além do falso glamour do dinheiro, do tráfico
e do figurino moderninho". Estaria o crítico infeliz
neste dia? Melhor que não tivesse trabalhado, então!
Pois bem, está certo que o filme não chega perto de
ser uma obra-prima do cinema, mas eu sugeriria ao Sr.
Gardnier que visitasse a página http://www.geocities.com/fun_homepage_br/corra.html
e ele encontrará uma crítica muito mais centrada na
razoabilidade. Nesta crítica, sim, o seu autor demonstra
muito maior capacidade de percepção e análise do filme.
O autor consegue, ao contrário do Sr. Ruy, de forma
clara, simples e coloquial, demonstrar ser perceptível
e sensível o suficiente para ter capacidade de enxergar
o verdadeiro conteúdo de um filme.
Eu, um humilde mortal, acabo de assistir Corra Lola,
Corra na TNT, e posso garantir que o filme me fez
refletir sobre o como é altíssimo o grau de importância
de nossas mínimas ações sobre o nosso destino e das
pessoas que passam por nossas vidas, por menor que seja
o contato. E por aí vai!!...
Obrigado pela atenção!
Larsen Félix!
Carta 2
Ah, sim!
Continuando para o Sr. Ruy Gardnier, sobre Corra
Lola, Corra:
Só a cena em que a protagonista, esquecendo de sua própria
vida, justamente no seu momento mais crítico, escolhe
viver o momento presente e se concentrar na vida de
um estranho à beira da morte a sua frente, salvando
a vida do mesmo, paga o filme!!
Novamente, obrigado pela atenção dos amigos!!
Larsen Félix!
Carta 3
Olá, de novo!
Achei pertinente comentar:
Certa vez, li em algum lugar um crítico infeliz que
escreveu "nada mais chato do que um filme com moral-da-estória!"
Graças a Deus eu esqueci o nome desse imbecil! Eu amaldiçoaria
cada segundo perdido para assistir um filme que não
me dissesse nada de construtivo!
Por que a pertinência de minha colocação? Acho incrível
que exista, na escola (de imbecilismo) dos críticos
de toda forma de arte, a obrigatoriedade de um tratamento
aos comentários sempre de forma a transformarem os criticados
em vítimas-da-inquisição!
Parece prevalecer o desconhecimento que todos artistas,
felizes ou não na construção e conclusão de sua obra,
acertando ou não a mão, são seres-humanos que, juntamente
com a companhia de uma equipe, uma infinidade em diversidade
de almas, pode ter exercido um grande esforço para realizar
a obra artística, para, logo depois, um idiota na frente
de um lap top jogá-la na fogueira do inferno!
Será que a maioria dos críticos já ouviu falar em crítica
construtiva, ou este tipo de tratamento num texto caracterizaria
um estilo muito piegas para suas elevadas culturas?
Arrogância seria o título perfeito para um filme
a respeito dos críticos de arte!
Obrigado!!
Larsen Félix!
larsenfelix@uol.com.br
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