|
A Supremacia Bourne
(The Bourne Supremacy), de Paul Greengrass, EUA,
2004, Trailer
A continuação de A Identidade Bourne prossegue
nas aventuras de Jason Bourne (Matt Damon). Voltam os
atores Franka Potente, Brian Cox, Julia Stiles e Gabriel
Mann. Entra no elenco Joan Allen. A direção fica por
conta de Paul Greengrass (Domingo Sangrento).
Quem gostou do anterior tem tudo para gostar deste,
que aposta nos mesmos elementos: intriga de espionagem
e ação física (lutas e carros) como nos antigos filmes
de ação (sem muitos efeitos e fantasias). Engraçado
que, como no anterior, não depende de Matt Damon o sucesso
do filme, mas sim da trama e da ação, já que o carisma
do personagem não é muito grande e as melhores cenas
envolvem dublês e/ou outros atores (um exemplo é que
o assassino de Clive Owen no primeiro foi mais marcante
que Matt).
Renato
Doho
Collateral, de Michael Mann, EUA, 2004, Teaser
A premissa do filme é simples e até o teaser já nos
coloca a par de tudo: um assassino profissional "aluga"
um taxista para um trabalho que vai durar toda madrugada.
O visual lembra filmes anos 70/80, o protagonista é
o antagonista, a ação e a tensão são palpáveis. Jamie
Foxx é o taxista. Tom Cruise é o assassino. Michael
Mann é o diretor. Nada mais.
Renato
Doho
The Chronicles Of Riddick, de David Twohy, EUA,
2004, Trailer
David Twohy realizou Eclipse Total, uma ficção
barata e criativa e chamou atenção para ele e para o
ator principal, Vin Diesel. Quatro anos depois os dois
voltam para a continuação. Há um problema de cara ao
se ver o trailer: adeus o clima e o jeito do primeiro,
estamos diante de uma grande produção, cheia de efeitos
e que pouco lembram o original. O filme agora parece
muito mais Duna que qualquer outra coisa (nos cenários
e figurinos). Há até um quê de Neo (Matrix) no
personagem principal. Já que o desvirtuamento é total
só resta esperar que o filme se sustente sozinho, sem
se ancorar no que havia de criativo do primeiro (que
era justamente os poucos recursos da produção e o suspense
/ tensão que foi criado a partir disso).
Renato
Doho
Garden State, de Zach Braff, EUA, 2004, Teaser,
Trailer

O ator Zach Braff, mais conhecido do público pelo seriado
Scrubs - onde ele é o protagonista, estréia na direção
com um roteiro próprio. Para quem o conhece não deixa
de ser uma boa surpresa ao vermos pelo trailer que pode
ter talento, compondo imagens inusitadas (utilizando
todo o scope da tela) e criando situações que fogem
do comum. O filme acompanha a volta de um jovem à sua
cidade natal para o funeral de sua mãe e lá vai retomar
certas partes esquecidas ou deixadas de lado de sua
vida (sua relação com o pai, por exemplo). Passa uma
certa melancolia nas cenas e na escolha das canções
(uma do Travis toca ao fundo), mas percebe-se o humor,
marca maior dele como ator. Natalie Portman faz a garota
com quem ele vai se relacionar, Ian Holm o pai e Peter
Sarsgaard o amigo. No teaser só temos imagens e música
e no trailer temos um pouco mais da história do filme.
Filme pra se prestar atenção.
Renato
Doho
Garfield, de Peter Hewitt, EUA, 2004, Trailer
Requentando a mesma piada do trailer para o primeiro
Scooby Doo (que alias também usa um protagonista animal
feito por computador), o público é levado a crer que
vai assistir a um trailer para algum filme de super-herói
quando na verdade é apresentado a uma comédia pastelão.
Por ser batida a piada já não funciona, e aparentemente
ela era a melhor do comercial.
Mas já que as piadas são ruins, podemos nos focar em
outros detalhes. Atentemos para o próprio Garfield,
por exemplo, que é representado de maneira bem cartunesca.
Coisa que funcionava bem em Scooby Doo uma vez que a
opção estética do filme era de criar um pastiche visual
do desenho animado original. Aqui temos o protagonista
completamente destacado do mundo realista aonde vive
e essa relação se torna mais bizarra quando o vemos
interagindo com outros animais analógicos. Qual é a
lógica? Porque Garfield parece um ET enquanto os outros
animais e humanos são completamente normais?
Mais coisas para ocupar sua mente durante a exibição:
Aonde está o mau humor do Gato? Porque ele agora parece
muito mais sociável? Terá sido vítima de uma lobotomia?
E onde estão suas historinhas coloquiais? Porque sua
vida se transformou em essa aventura épica ao fim da
qual ele provavelmente vai ter uma revelação e irá rever
seus conceitos, tomando uma atitude mais positiva em
relação a vida? O que Bill Murray está fazendo ali?
Boas reflexões.
Tiago Teixeira
I Heart Huckabee's, de David O. Russel, EUA,
2004, Teaser
Um pequeno comercial para a Huckabees feito pela
personagem de Naomi Watts não dá muita
idéia do que vai ser o próximo filme de
David O. Russell. Ao menos Naomi vestida de Tio Sam
está muito atraente e vemos uma ponta de irreverência
na idéia do filme. Só que essa moda atual
de teasers que imitam comerciais já tá
irritando.
Renato Doho
I, Robot, de Alex Proyas, EUA, 2004, Trailer
O filme é baseado no livro de Isaac Asimov e o trailer
tem situações e visual que lembram na hora Minority
Report e AI, prejudicando o primeiro contato
com o público por mostrar mais do mesmo ou quem sabe,
indicando o tipo de filme a ser esperado. São os mistérios
da realização dos trailers e da reação do público.
Num futuro próximo um policial (Will Smith) vai investigar
o primeiro caso de homicídio perpetrado por um robô,
o que contraria uma das principais leis da robótica
que impede os robôs de machucar/matar os seres humanos.
E se ele realmente matou? O que isso implica numa sociedade
inteiramente dependente e dominada pelos robôs?
Não há nada de novo no que vemos (e vemos mais do que
devíamos da trama), mas o trailer é bem editado e sonorizado,
empolgando e ajudando na expectativa ao filme. Alex
Proyas na direção.
Para quem se interessou pelas músicas do trailer é só
procurar por: "Criminal Menagerie" - Magic Box Music
, "P.O.W." - Music Junkies e "The Matrix Revolutions"
- Don Davis.
Renato
Doho
Kill Bill - Volume 2 , de Quentin
Tarantino, EUA, 2004, Teaser
O teaser do volume 2 não poderia ser de outra
forma: imagem em p&b, Uma Thurman num carro, cenário
claramente falso (back projection) falando para a câmera
e música típica dos antigos trailers de
filmes que Tarantino recheia todo o projeto Kill
Bill. Mais ainda a idéia de "isso é
apenas um filme" é apresentada ao termos
a própria Uma citando críticas sobre o
filme e piscando para o espectador ao final. Fora isso
apenas uma breve cena de David Carradine falando com
Michael Madsen. Seria o teaser ideal para os drive-ins.
Renato Doho
Kill Bill
- Volume 2,
de Quentin Tarantino,
EUA, 2004, Trailer
Existe uma coisa muito covarde nesse trailer. Não é
a escolha perfeita de cenas, nem a integração primorosa
dos letreiros com o split-screen, nem a pequena narrativa
que flui perfeitamente, muito menos a edição precisa.
Covarde mesmo é o toque de mestre que transforma o trailer
final de Kill Bill 2 em uma obra de arte do gênero:
A trilha sonora que Ennio Morricone fez para Três
Homens em Conflito que toca em boa parte do filminho
e o transforma (junto com a soma dos outros elementos)
em uma obra-prima. E também deixa claro que estamos
diante do grande épico de Tarantino. Os cinéfilos também
devem ficar atentos para a imensa quantidade de referências
ao cinema de Kung fu de HK, pelo jeito até o grande
Drunken Master entra na roda. E Bill que se cuide.
Tiago Teixeira
Open Water, de Chris Kentis, EUA, 2003, Trailer
Aparentemente um filme barato realizado em vídeo digital
baseado em fatos verídicos: um casal de mergulhadores
se vê perdido no vasto oceano. Onde foi parar o barco
onde estavam? Como vão sair dessa? O filme passar grande
parte apenas na água e só com o casal é algo de notável,
agora, será que consegue desenvolver bem esta situação?
Só conferindo mesmo. Para o bem ou para o mal o filme
lembra A Bruxa De Blair, só que no oceano...
Renato
Doho
Shall We Dance?,
de Peter Chelson,
EUA, 2004, Trailer
Refilmagem do sucesso japonês de mesmo nome tendo agora
nos papéis principais Richard Gere, Jennifer Lopez e
Susan Sarandon. Uma das qualidades do filme japonês
era o tabu da dança de salão nos costumes tradicionais
japoneses, a intimidade de corpos, a obstinação do protagonista
e a recuperação da estima da professora. Na versão americana
tudo isso nem vai ser muito tocado pelo visto, mas o
casamento do protagonista é que receberá mais atenção.
O carismático personagem do dançarino do trabalho que
se revela na dança vai se interpretado por Stanley Tucci
e ao menos isso parece que vai conseguir ter o mesmo
efeito nesta recontagem da história. Este é um dos trabalhos
de recuperação da imagem de J.Lo com o público americano
após a avalanche das manchetes sobre o ex-casal Benifer
(Jennifer Lopez e Ben Affleck). Isto inclui papéis mais
bem comportados, melhor tratamento para com a imprensa,
diminuição das exigências de diva em apresentações,
aparições em eventos "do bem" como festas beneficientes,
premiações infantis, entre outros. E dá-lhe marketing
pessoal!
Renato Doho
The Terminal, de Steven Spielberg, EUA,
2004, Teaser
O teaser do novo filme de Steven Spielberg já estabelece
muito do que o filme vai apresentar: Tom Hanks como
um estrangeiro preso num aeroporto americano por problemas
diplomáticos no seu país de origem. Ele passa, então,
a utilizar o local como morada. Um relacionamento surge
com uma comissária de bordo interpretada por Catherine
Zeta Jones, mesmo que ele não domine bem a língua inglesa.
Stanley Tucci faz o encarregado do aeroporto. O desafio
será manter o filme interessante por toda projeção tendo
apenas uma locação. O tom se alterna entre o humor da
situação e o romance do casal. As imagens mostram uma
leveza como as conseguidas em Prenda-Me Se For Capaz
e o projeto todo foi realizado rapidamente. Há boa utilização
da canção Leaving On A Jet Plane interpretada pela cantora
Chantal Kreviazuk.
Renato Doho
Vanity Fair, de Mira Nair, EUA, 2004, Trailer
Por quê toda atriz que desponta para o estrelato
tem que fazer um filme de época? Mostrar que é versátil?
Ser levada a sério? É a segunda vez que Reese Witherspoon
entra neste território, o outro é o ainda inédito por
aqui The Importance Of Being Earnest. Agora é
uma adaptação de um romance de William Makepeace Thackeray
(Barry Lyndon) e direção de Mira Nair. É o típico
filme que conquista ou não a platéia somente na exibição,
já que história e trailer parecem trazer as mesmas imagens,
até os mesmos atores, típicos desse gênero.
Renato
Doho
A Vida de Brian, Inglaterra, 1979, Trailer
Tem que haver algum tipo de mérito no trabalho de alguém
que conseguiu produzir um trailer completamente sem
graça para um dos filmes mais hilários do cinema. Se
não bastasse o esforço para destruir todo o timing das
piadas, as cenas do filme são pontuadas por uma narração
que poderia ser utilizada em um documentário institucional
sobre câncer de próstata sem problema. E isso só diminui
a chance de sucesso para esse relançamento, pois estamos
falando de um filme inglês feito em 1979 com piadas
que não possuem o mesmo tipo de humor tão em voga agora
nos EU da A. Flop à vista.
Tiago Teixeira
A Vila (The Village), M. Night Shyamalan, EUA,
2004, Trailer
(também disponível em outro site)
O próximo filme de M. Night Shyamalan parece
uma continuação direta de Sinais,
ao menos em termos de atmosfera. Somos apresentados
à história de uma cidade (até a
metade da duração do trailer só
vemos a arquitetura do local) que vive em paz com uma
raça de criaturas de uma floresta vizinha devido
a um acordo tácito. Uma trilha minimalista e
a apresentação de flashes curtos do filme
criam uma tensão crescente, que tem o mesmo efeito
do clichê de acelerar o trailer nos últimos
segundos sem cair nesse triste lugar comum. Elegante
e preciso.
Tiago Teixeira
A Vila (The
Village), M. Night Shyamalan
O trailer do
novo filme de M. Night Shyamalan mostra mais da trama
em comparação ao teaser, com uma comunidade que conviveu
relativamente bem com seres misteriosos que vivem na
floresta próxima, numa espécie de pacto mútuo silencioso
de não interferência, tendo agora que enfrentá-los após
inesperados avisos aparecerem nas portas das casas.
O trailer demonstra claramente um domínio cada vez maior
de M. Night nos climas e na concepção estética do projeto.
Os planos meticulosamente escolhidos, a importância
das cores, as interpretações afiadas, o grande simbolismo
das cenas e o mistério geral só apontam para um grande
filme. Será que haverá um sutil comentário sobre os
EUA como a vila que tem que cruzar uma barreira após
incidentes locais provocados pelos seres "do lado de
lá"? É esperar e conferir.
Renato Doho
Zatoichi, de Takeshi Kitano, Japão, 2003,
Trailer
Takeshi Kitano fazendo o lendário samurai cego
Zatoichi. Creio que não se precisa mostrar muita
coisa para deixar quase todo mundo ansioso para ver
o filme. Só é esquisito ver o teaser da
Miramax vendendo o filme para o público ocidental
("justice has a new name..."), mas isso é
o de menos, as poucas imagens já são maravilhosas
por si mesmas.
Renato Doho
|