Crítica de Trailers

Bob Esponja, o Filme, de Sherm Cohen, EUA, 2004, Trailer
A série animada do personagem Bob Esponja tem um senso de humor que oscila entre o ingênuo e um tipo de nonsense que poderia ter sido escrito por um marciano. As situações muitas vezes são engraçadas apenas por não fazerem o menor sentido lógico. Sem fugir da linha, o trailer não apresenta nenhum plot ou personagem, para se concentrar na mais pura esquisitice, o que já é bem divertido.
Tiago Teixeira

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
(Eternal Sunshine Of The Spotless Mind), de Michel Gondry, EUA, 2004, Trailer
O teaser deste filme conseguiu ser mais atraente ao não revelar muito da estória, mas apenas seu início: um cara (Jim Carrey) se submete a uma nova experiência de apagamento de memórias para esquecer um recente relacionamento mal sucedido (com Kate Winslet), só que algo dá errado. No trailer já se estabelece muita coisa: como o relacionamento ficou ruim, qual o problema apresentado e a força da narrativa -ele não quer apagar certas memórias com a ex-namorada. Fica a pequena dúvida se o que vemos na tela será em boa parte passado em sua cabeça onde ele redescobrirá o relacionamento que tanto o atormentava e agora lutará para mantê-lo. Junte a isso a possibilidade de manipular o tempo, lugares e situações. Problema: roteiro de Charlie Kaufman (já sabemos o que, infelizmente, esperar a partir disso).
Renato Doho

Envy, de Barry Levinson, EUA, 2004, Trailer 1, Trailer 2
O novo filme de Barry Levinson é uma comédia com Jack Black e Ben Stiller. Não dá pra notar uma certa falta de novos bons comediante
s no cinema norte-americano? Os elencos são sempre os mesmos, com variações. Temos mais vários atores em filmes cômicos, mas não necessariamente comediantes (como a cine-série American Pie e suas imitações). Black agora consegue ser um dos protagonistas; ele começou chamando atenção como coadjuvante e passou a estrela com O Amor É Cego e Escola De Rock. Ainda é cheio de maneirismos e tem admiradores e detratores. Stiller tem um humor peculiar que às vezes agrada (geralmente como coadjuvante) e às vezes é só esquisito mesmo (como nas suas egotrips do tipo Zoolander). Rachel Weisz faz a esposa de Stiller, sendo sua primeira incursão numa comédia tipicamente norte-americana. Os dois trailers do filme conseguem "vender" duas distintas comédias mudando poucas coisas aqui e ali. No primeiro vemos mais o tédio da rotina dos dois amigos que trabalham no mesmo lugar e querem sair daquela vida até a idéia de "gênio" de um deles (um desintegrante de cocô de cachorro) que o faz ficar milionário (e o outro não); a inveja de Stiller e os planos para uma vingança são explorados (com ajuda de Christopher Walken). Já no segundo é reforçado o lado de dois homens de família que sempre ficam bolando invenções esdrúxulas até a "grande" invenção de um deles e como o personagem de Stiller zomba da idéia, não querendo ser um co-criador da coisa (para sua desgraça posterior). A trama lembra a comédia escrita e dirigida por Larry David (co-criador de Seinfeld), Sour Grapes, onde dois grandes amigos passam a se enfrentar após um ter ganho uma bolada em Las Vegas (na máquina que antes o outro jogava). Envy não parece ser tão engraçada quanto. E ainda uma pequena cena num dos trailers faz o favor de entregar o final (presume-se): os dois após o que seria a grande briga fazendo as pazes e reencontrando a amizade que o dinheiro conseguiu manchar por um tempo. Só não me digam que Stiller no final também fica milionário inventando outra coisa idiota! Barry Levinson vai fazendo essa produções em série para de tempos em tempos voltar aos seus relatos pessoais em Baltimore (Diner, Avalon, Liberty Heights).
Renato Doho

Garfield, de Peter Hewitt, EUA, 2004, Trailer
Requentando a mesma piada do trailer para o primeiro Scooby Doo (que alias também usa um protagonista animal feito por computador), o público é levado a crer que vai assistir a um trailer para algum filme de super-herói quando na verdade é apresentado a uma comédia pastelão. Por ser batida a piada já não funciona, e aparentemente ela era a melhor do comercial.
Mas já que as piadas são ruins, podemos nos focar em outros detalhes. Atentemos para o próprio Garfield, por exemplo, que é representado de maneira bem cartunesca. Coisa que funcionava bem em Scooby Doo uma vez que a opção estética do filme era de criar um pastiche visual do desenho animado original. Aqui temos o protagonista completamente destacado do mundo realista aonde vive e essa relação se torna mais bizarra quando o vemos interagindo com outros animais analógicos. Qual é a lógica? Porque Garfield parece um ET enquanto os outros animais e humanos são completamente normais?
Mais coisas para ocupar sua mente durante a exibição: Aonde está o mau humor do Gato? Porque ele agora parece muito mais sociável? Terá sido vítima de uma lobotomia? E onde estão suas historinhas coloquiais? Porque sua vida se transformou em essa aventura épica ao fim da qual ele provavelmente vai ter uma revelação e irá rever seus conceitos, tomando uma atitude mais positiva em relação a vida? O que Bill Murray está fazendo ali?
Boas reflexões.
Tiago Teixeira

Hoje 13, Amanhã 30 (13 Going On 30), de Gary Winick, EUA, 2004, Trailer
Veículo para Jennifer Garner (Alias ou mais recentemente conhecida como Elektra no filme do Demolidor) fazer humor. Resumindo: Quero Ser Grande versão feminina. Se no filme de Hanks tínhamos a cena do piano na loja de brinquedos aqui teremos uma dança num baile escolar com Thriller do Michael Jackson!
Renato Doho

I Heart Huckabee's, de David O. Russel, EUA, 2004, Teaser
Um pequeno comercial para a Huckabees feito pela personagem de Naomi Watts não dá muita idéia do que vai ser o próximo filme de David O. Russell. Ao menos Naomi vestida de Tio Sam está muito atraente e vemos uma ponta de irreverência na idéia do filme. Só que essa moda atual de teasers que imitam comerciais já tá irritando.
Renato Doho

A Janela Secreta (Secret Window), de David Koepp, EUA, 2004, Trailer
Eis um trailer que brinca com o próprio meio de um filme que também faz a mesma coisa. Um escritor (Johnny Depp) isolado numa cabana recebe a visita de um estranho (John Turturro
) que diz ter sido plagiado por ele e passa a ameaçá-lo. É um prato cheio para a direção de David Koepp de um roteiro dele mesmo com Stephen King pois ambos são escritores e principalmente King gosta deste tema (A Metade Negra, Louca Obsessão). A brincadeira do trailer é que o personagem de Depp diz já no início que o que importa é o final, a parte mais importante da história, e é isso que não vemos no trailer, todo o resto nos é apresentado. Como o estranho vivido pelo Turturro quer que o escritor arrume o final do seu livro não dá pra não torcer para que o filme assuma isso conscientemente e jogue com idéias e metáforas (que já começa pelo título do filme) ao invés de levar a estória a sério. Indo nesta direção pode-se esperar um bom filme vindo por aí.
Renato Doho

Kill Bill - Volume 2
, de Quentin Tarantino, EUA, 2004, Teaser
O teaser do volume 2 não poderia ser de outra forma: imagem em p&b, Uma Thurman num carro, cenário claramente falso (back projection) falando para a câmera e música típica dos antigos trailers de filmes que Tarantino recheia todo o projeto Kill Bill. Mais ainda a idéia de "isso é apenas um filme" é apresentada ao termos a própria Uma citando críticas sobre o filme e piscando para o espectador ao final. Fora isso apenas uma breve cena de David Carradine falando com Michael Madsen. Seria o teaser ideal para os drive-ins.
Renato Doho

Kill Bill - Volume 2, de Quentin Tarantino, EUA, 2004, Trailer
Existe uma coisa muito covarde nesse trailer. Não é a escolha perfeita de cenas, nem a integração primorosa dos letreiros com o split-screen, nem a pequena narrativa que flui perfeitamente, muito menos a edição precisa. Covarde mesmo é o toque de mestre que transforma o trailer final de Kill Bill 2 em uma obra de arte do gênero: A trilha sonora que Ennio Morricone fez para Três Homens em Conflito que toca em boa parte do filminho e o transforma (junto com a soma dos outros elementos) em uma obra-prima. E também deixa claro que estamos diante do grande épico de Tarantino. Os cinéfilos também devem ficar atentos para a imensa quantidade de referências ao cinema de Kung fu de HK, pelo jeito até o grande Drunken Master entra na roda. E Bill que se cuide.

Tiago Teixeira

Mulheres Perfeitas
(The Stepford Wives), de Frank Oz, EUA, 2004, Teaser
Estamos num comercial. Imagens de artigos de luxo passam diante de nossos olhos enquanto o narrador nos instiga ao desejo. O que falta? Uma mulher. Quem? Nicole Kidman. Quem conhece o livro de Ira Levin ou o filme de 1975 já sabe do que se trata, é uma história com toques de ficção científica. Frank Oz dirige essa nova versão botando mais humor. Agora, por que os artigos de luxo são muito bem fotografados e Nicole Kidman (que convenhamos, é bonita) não? Nem de longe está em seu melhor visual e ainda tem olheiras... Realizaram um comercial falho.
Renato Doho

The Punisher, de Jonathan Hensleigh, EUA/Alemanha, 2004, Trailer 1, Trailer 2
O personagem da Marvel chega às telas pela segunda vez, só que desta vez com toda pompa de "oficial" já que o primeiro filme não teve repercussão e foi lançado diretamente em vídeo nos EUA em 1989. A primeira versão tinha Mark Goldblatt na direção e Dolph Lundgren como Frank Castle. Mesmo não sendo muito considerado é um filme bem interessante, que desvirtuou algumas coisas do personagem dos quadrinhos mas deixou seu lado sombrio e seus monólogos (transformados em conversas com Deus), além de ter um ritmo bem empregado por Goldblatt (montador de filmes de ação experiente). Essa nova versão tem tudo para deixar o personagem virar mais um 'filme-de-ação-de-um-cara-fazendo-justiça-com-as-próprias-mãos'. Dois trailers já foram lançados. No primeiro vemos a origem do personagem e o vilão do filme, duas coisas que já desagradam quem lê as histórias do Justiceiro regularmente já que a morte da família de Castle é outra e não há um vilão em especial na trajetória do personagem (a não ser O Rei, vilão tradicional de outro personagem da Marvel, o Demolidor). Thomas Janes como Frank e John Travolta com o vilão (Howard Saint) não despertam grande interesse. Rebecca Romijn Stamos, Laura Harring e Samantha Mathis respondem pelo time feminino do elenco. O segundo trailer é um pouco diferente, colocando um inusitado cantor tocando para o personagem numa lanchonete (uma mistura de el mariachi com Johnny Cash), se esse cantor tem alguma importância na história não ficamos sabendo. Há mais ênfase na ação e aí que pode vir a ser o chamativo do filme, o que não deixa de ser decepcionante já que não é essa característica que tornou o personagem famoso. O filme marca a estréia do roteirista Jonathan Hensleigh na direção.
Renato Doho

The Reckoning,
de Paul McGuigan, Inglaterra/Espanha, 2004, trailer
O trailer do filme do diretor escocês Paul McGuigan resume quase toda a estória: na Inglaterra do século 14 um padre cai em tentação, é punido, vaga procurando redenção e é acolhido por uma trupe intinerante de atores até que chegam numa vila. Lá vão se deparar com uma mulher acusada de um crime até que a trupe encena o crime e com isso descobrem que a mulher é inocente e farão de tudo (principalmente o padre) para provar isso, mesmo que haja poderes mais forte contra isso. E depois de ver isso alguém não adivinha o final ou o que eles passarão para provar a inocência da mulher? Nada de novo nas imagens. No elenco Paul Bettany como o padre, Willem Dafoe como o líder da trupe e Gina McKee como a inocente mulher. Típico filme para uma futura sessão da tarde mais séria, mas não menos efêmera. O livro no qual o filme se baseia explicita a que tudo se resume: Morality Play. Curiosamente parte da trama lembra O Veredicto de Sidney Lumet; seria o padre um advogado em crise que quer se redimir num caso importante livrando um inocente do crime?
Renato Doho

Resident Evil: Apocalypse
, de Alexander Witt, EUA 2004, Trailer
Irmão conceitual do trailer de The Stepford Wives, só que produzido com muito mais competência, tanta que se não soubéssemos de antemão que estamos assistindo um trailer poderíamos ser facilmente enganados que estamos diante de um comercial genuíno de alguma L´Oreal de segunda categoria. Somos apresentados a Regenerate, um produto cosmético que literalmente traz as células mortas de volta à vida. Pra bom entendedor meia palavra basta, mas para reforçar a idéia temos algumas cenas picotadas e até um panorama da protagonista em meio a uma cidade destruída em mais uma homenagem a Romero. Dessa vez a franquia não traz Paul W. S. Anderson na direção (ele ficou só com o roteiro), mas as expectativas acabaram de aumentar um pouco.
Tiago Teixeira

Shall We Dance?, de Peter Chelson, EUA, 2004, Trailer
Refilmagem do sucesso japonês de mesmo nome tendo agora nos papéis principais Richard Gere, Jennifer Lopez e Susan Sarandon. Uma das qualidades do filme japonês era o tabu da dança de salão nos costumes tradicionais japoneses, a intimidade de corpos, a obstinação do protagonista e a recuperação da estima da professora. Na versão americana tudo isso nem vai ser muito tocado pelo visto, mas o casamento do protagonista é que receberá mais atenção. O carismático personagem do dançarino do trabalho que se revela na dança vai se interpretado por Stanley Tucci e ao menos isso parece que vai conseguir ter o mesmo efeito nesta recontagem da história. Este é um dos trabalhos de recuperação da imagem de J.Lo com o público americano após a avalanche das manchetes sobre o ex-casal Benifer (Jennifer Lopez e Ben Affleck). Isto inclui papéis mais bem comportados, melhor tratamento para com a imprensa, diminuição das exigências de diva em apresentações, aparições em eventos "do bem" como festas beneficientes, premiações infantis, entre outros. E dá-lhe marketing pessoal!

Renato Doho

Shaun Of The Dead
, de Edgar Wright, Inglaterra, 2004, Trailer
Sátira em cima de Despertar Dos Mortos e todos os filmes de zumbi. O filme é inglês e o diretor, Edgar Wright, vem de seriados televisivos. Ao menos tem aqui e ali algumas boas piadas, mas será que se sustenta como um filme de longa metragem o que poderia ser um curta divertido?
Renato Doho

Show de Vizinha (The Girl Next Door), de Luke Greenfield, EUA, 2004, Trailer
Garoto comum tem como vizinha uma garota maravilhosa. Quando ela entra em seu mundo (após o pegar espiando-a da janela) vai apimentar e complicar as coisas. Problema do trailer é que, mais uma vez, toda a história é contada. Ao invés de nos deixar com apenas essa premissa fica-se a par do namorado grosso (e possivelmente mau caráter) dela, sua vida secreta de atriz pornô, e de como o "bom rapaz" vai salvar "a garota pura, mas pecaminosa" das garras do "vilão" que a conduziu para essa vida. O diretor fez Animal com o Rob Schneider o que depõe contra essa mais recente produção. Só que temos Elisha Cuthbert (da série 24 Horas) totalmente irresistível a cada cena que aparece. Não tem como não conferir (ao menos os marmanjos). De trilha musical do trailer: Baba O'Riley do The Who; "teenage wasteland, is only teenage wasteland". Isso foi para ajudar o filme ou denunciá-lo?
Renato Doho

Sky Captain And The World Of Tomorrow
, de Kerry Conran, EUA/Inglaterra, 2004, Trailer
O filme de estréia de Kerry Conran quer transformar Jude Law (também produtor) e o personagem de Sky Captain no próximo Indiana Jones das grandes telas. Dar essa produção de bom porte e enorme potencial nas mãos de um estreante só se justifica por ser ele próprio o criador do software que permitiu à produção ser toda filmada num fundo azul (somente os atores são reais no filme inteiro). Ambientar a estória em outra época (década de 30) possibilita trabalhar com uma fotografia bem artificial, baseado nos filmes noirs e no visual de histórias em quadrinhos. Gwyneth Paltrow faz a mocinha e Angelina Jolie uma capitã (de tampão em um olho). O vilão (um cientista maluco) não dá as caras no trailer, mas os adversários mesmo parecem ser robôs gigantes e grandes pássaros mecânicos que serão combatidos no avião do corajoso Sky Captain! Não deixa de dar uma expectativa com relação ao filme que visa toda a família, senão vejamos: um herói (as crianças), um romance (as mulheres), aventura (os homens) e um visual clássico (os adultos). Receitão de bolo.
Renato Doho

Starsky & Hutch - Justiça Em Dobro
, de Tod Phillips, EUA, 2004, Trailer
Mais um filme baseado numa série televisiva dos anos 70... Há algo de errado no filme quando o trailer parece mais um sketch cômico do Saturday Night Live ou do MTV Movie Awards do que qualquer outra coisa, o que parece ser o tom do filme ao mostrar uma paródia de Sem Destino e ter a participação de Will Ferrell no elenco. E a série mais uma vez (S.W.A.T. como exemplo) é apenas um pretexto para mais um filme de dupla policial com bastante humor, no caso totalmente voltado para a comédia. O que antes (na tv) era centrado no trabalho policial e relacionamento da dupla agora cai nas piadas fáceis (e pouco engraçadas) onde Starsky (Ben Stiller) e Hutch (Owen Wilson) vão combater o vilão (Vince Vaughn) com ajuda de um malandro (Snoop Dogg, fazendo o papel do negro com as falas engraçadas). Dos anos 70 só o famoso Ford vermelho, as roupas, os cabelos e Fred Williamson como o capitão da dupla. E o pior ainda fica pro final: a grande cena de ação do trailer é uma cópia de um outro recente, + Velozes + Furiosos, com um carro indo de encontro com um iate. Se nem nessa foram originais imaginem o resto!
Renato Doho

Van Helsing - Caçador De Monstros, de Stephen Sommers, EUA, 2004, Trailer
A chance de Hugh Jackman virar verdadeiro astro encarnando o famoso caçador. O visual atrai, a parceira escolhida é boa (Kate Beckinsale), mas nota-se muito cgis (não muito bem feitos). Será que a direção de Stephen Sommers vai conseguir fazer com que os cgis sejam irrelevantes (como Ang Lee fez em Hulk)?
Renato Doho

A Vila (The Village), M. Night Shyamalan, EUA, 2004, Trailer
O próximo filme de M. Night Shyamalan parece uma continuação direta de Sinais, ao menos em termos de atmosfera. Somos apresentados à história de uma cidade (até a metade da duração do trailer só vemos a arquitetura do local) que vive em paz com uma raça de criaturas de uma floresta vizinha devido a um acordo tácito. Uma trilha minimalista e a apresentação de flashes curtos do filme criam uma tensão crescente, que tem o mesmo efeito do clichê de acelerar o trailer nos últimos segundos sem cair nesse triste lugar comum. Elegante e preciso.
Tiago Teixeira

Tróia
(Troy), de Wolfgang Petersen, EUA, 2004, Teaser
Gladiador encontra Senhor Dos Anéis? É o que parece pelo teaser que dá ao espectador uma vontade de querer ver o filme pelas cenas de ação com muitos figurantes e trilha épica. Mas o teaser traz uma tomada exagerada demais (dos navios) que ultrapassa a idéia de grandiosidade e cai no humor involuntário (é um filme "sério" ou uma paródia?). Mesmo tendo Brad Pitt liderando o elenco o teaser não mostra seu nome, seria isso uma estratégia?
Renato Doho

Zatoichi
, de Takeshi Kitano, Japão, 2003, Trailer
Takeshi Kitano fazendo o lendário samurai cego Zatoichi. Creio que não se precisa mostrar muita coisa para deixar quase todo mundo ansioso para ver o filme. Só é esquisito ver o teaser da Miramax vendendo o filme para o público ocidental ("justice has a new name..."), mas isso é o de menos, as poucas imagens já são maravilhosas por si mesmas.
Renato Doho