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CARTA SOBRE ENCONTROS E DESENCONTROS II
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Olá a todos da Contracampo,
Essa não é uma carta de correção de termos, como a outra sobre "Encontros e Desencontros" que está publicada. Essa é uma simples carta de agradecimento.
Certos filmes, vez ou outra, falam tão diretamente a gente que é difícl se desligar deles. É difícil conseguir entrar numa sala de cinema para ver um outro filme que não seja aquele. É aí que entra a importancia das críticas ou análises dos filmes, para quem é apenas espectador muitas vezes a crítica não é só uma forma de pensar melhor o filme visto, é também uma forma de ter mais um contato com ele. As análises da Contracampo sempre permitem isso, mesmo quando discordo da visão proposta pela crítica (a exemplo das críticas sobre a trilogia "O Senhor dos Anéis", que eu como espectadora adoro) não posso negar que a forma como vocês escrevem, forma apaixonada, permite sempre mais um momento de encontro com o filme, mesmo que seja um encontro distante, mediado por uma outra visão.
E o que acontece quando o filme em questão é "Encontros e Desncontros"? Um filme sensível por natureza, construído de forma tão sutil e fugidia (como escreveu Fernando Veríssimo) que parece nem ter roteiro, parece ser apenas um filme sincero sobre duas pessoas perdidas no tempo e espaço que se encontram numa dessas brechas que acontecem na vida real e não só na ficção científica.
Aí, nós leitores ganhamos análises como as de Fernando Veríssimo e, como um presente, as matérias desse mês. Meus caros, vocês não poderiam ter escolhido pauta melhor. Ler "19 razões para amar Encontros e Desencontros" e as outras 3 matérias é quase como rever o filme em melhores momentos. Como o próprio Luiz Carlos Oliveira Jr. diz é um filme que não serve para ser digerido lentamente (talvez porque sua beleza traz junto um pouco de sofrimento, aquele inerente a felicidade que nunca é plena) mas, no meio tempo em que não podemos voltar ao cinema, ler as matérias sobre o filme, saber que não somos os únicos a sentir essa necessidade de rever o filme já permite pelo menos um tipo de encontro: permite sabermos que não estamos sós no escuro do cinema, assim como filme nos deixa com a esperança de não estarmos sós no mundo.
da leitora,
Clarisse Rinaldi |
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