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--Um mico
sem tamanho a estratégia de lançamento do filme Abril Despedaçado,
de Walter Salles. Para um diretor que na época do Central do
Brasil fazia questão de dizer que Oscar "era conseqüência"
e o que importava era o filme ser visto no Brasil, nunca ficou mais
claro o desejo de um filme "for export". Lançar em Veneza, tudo
bem, era uma tentativa de repetir Central em Berlim. Mas aí começa
o ridículo: lançar o filme (em versão não final) na Bahia por uma
semana para qualificar na corrida ao Oscar e, pior, conseguir a
tal indicação (um absurdo já que, excetuando a tecnicalidade, o
filme não existiu no Brasil em 2001). Criar uma campanha de lançamento
com um trailer patético, que parece trailer americano de filme estrangeiro,
daqueles onde ninguém fala para não vermos que o filme não é em
inglês, e cheio de frases de efeito do The Globe e do Variety.
Criar enorme campanha para as indicações ao Oscar, e então perder
para os filmes argentinos, indianos e noruegueses que ninguém conhecia.
Depois disso, ter seu lançamento adiado de março para abril, para
dar espaço aos verdadeiros indicados ao Oscar. Parece que vai ser
um abril despedaçado mesmo. Com toda força que fez para ser o "filme
de Oscar", já é um fracasso desde já. Precisa mesmo ainda lançar
no Brasil, mr. Salles?(E.V.) 18-02-2002
--Já está disponível
o primeiro dos 3 manuais de Preservação Cinematográfica que deverão
ser lançados este ano pela Cinemateca Brasileira. Com a concepção
de Fernanda Coelho e coordenação de Carlos Roberto de Souza, esse
primeiro volume trata do Manuseio de Películas Cinematográficas
- o manual é a primeira obra de referência no genêro do Brasil.
Essencial para todos aqueles que tenham acervos fílmicos de pequeno,
médio e grande porte e se interessem por uma preservação adequada
de seus filmes . Para maiores informações sobre a aquisição do manual:
Cinemateca Brasileira
(F.B.) 12-02-2002
--CAHIERS DU CINEMA DESTRINCHAM
INTERNET – Um simples suporte que vem acrescentar-se aos demais
ou uma novidade que vai trazer mudanças incríveis no mundo e no
cinema? Tomando a sábia decisão de não escolher nenhuma das respostas,
a revista
francesa Cahiers du Cinéma lançam uma edição especial "Internet
& Cinema", dividida em quatro partes, onde a internet é vista
em relação: 1) ao cinema, nas mudanças de compreensão dos filmes,
nas estratégias de publicidade e nas novas formas de distribução;
2) à crítica cinematográfica, com especial atenção para uma polêmica
entre Tim Lucas e Bill Kröhn, dois importantes críticos americanos,
sobre o declínio da crítica nos tempos de internet; 3) à net.art
e as mudanças que esse novo tipo de arte pode alterar nas experiências
de narrativa; e uma 4) intitulada "Mundos", que abrange uma infinidade
de coisas que não têm relação imediata com o cinema, mas que instauram
também ficções audiovisuais, experiências de ambiências: o chat,
os jogos online, a tv de tempo real... enfim, inúmeros mundos de
fabulação que podem somar, subtrair ou modificar completamente o
cinema futuro. Uma certeza, entretanto: o cinema não permanecerá
o mesmo. (R.G.) 14-12-01
-- Esta semana o site da revista Les Inrockuptibles
traz uma entrevista com Tsui Hark, em que ele fala, entre
outras coisas, sobre a situação da indústria cinematográfica em
Hong Kong hoje, no momento em que retorna para lá vindo de uma temporada
não muito boa em Hollywood, experiência também comentada no extenso
depoimento. Seu último filme a estrear na França, Time and Tide,
é claro, não fica de fora da conversa. (J.F.) 11/12/2001
-- John Landis fala de sua carreira numa bela entrevista concedida ao site The Digital Bits.
Se Landis tem frustrado seus admiradores nesta década com filmes
abaixo da média, é hora de reavaliar sua obra anterior por conta
do lançamento de seus filmes em DVD. Nessa entrevista ele explica
por que detesta gravar (e ouvir) trilhas de comentário, e se lamenta
que as pessoas tenham achado seu Um Lobisomem Americano em Londres
(American Werewolf in London, EUA/Reino Unido, 1981) um filme engraçado.
(F.V.) 04/12/2001
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Nós que não vamos
ao Oscar

Felipe Bragança
O astro e o monstro (sobre Tom
Cruise e Vanilla Sky)

Bolívar Torres
Jacques Rozier, um cineasta brasileiro

João Lanari
O Cinema é a Maior Diversão

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